segunda-feira, 8 de outubro de 2012

sexta-feira, 9 de abril de 2010

sábado, 19 de setembro de 2009

Soco na barriga.
















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Anita meteu a mão. E só parou de bater qdo percebeu q a outra, estava ficando cada vez mais agressiva. Pensou: Ou dou um golpe certeiro e a desmaio, Ou então, preciso agir de outro jeito. Se a desmaiasse, quem garante que não a mataria? Não... não qria isso. Decide só se defender. E espera que ela se acalme. Ela então, ao percerber que Anita não estava mais revidando, Fica mole, e cai no chão aos prantos. Gritando.

Anita subitamente recobra a razão, e começa a pedir mentalmente que a outra se acalme. Tenta fazê-la comer, beber alguma coisa, e dormir. Consegue, depois umas cinco ameaças de morte contra si, e duas horas passadas.... A deixa dormindo na cama e passa a noite no sofá. Com medo do que possa acontecer. Pensando se deve pedir ajuda pra alguem. A casa está destruída. Duas portas arrebentadas, copos quebrados, espelho do quarto estilhaçado, e celular em mil cacos no chão... Liquidificador, ferro, coração. Tudo partido.
Alívio.
“Amanhã ela vai acordar sóbria - vai perceber a besteira q fez, se desculpar e voltar pra casa da mãe” Seu corpo inteiro dói. Cabeça, punhos, e os hematomas das mordidas. Admira, no espelho do banheiro, seu primeiro olho roxo. Não que fosse sua primeira surra, mas essa foi especial: deixou marca visível. Teria q esconder isso. “A que ponto cheguei; Era tanto carinho. Era pra ter sido pra sempre. Onde foi q nos perdemos. Q ódio é esse?”

Anita dorme. Acorda com o alvorecer, levanta-se, e tenta acordar a outra. Os gritos recomeçam. Não, de novo não. Basta. Não ia esperar mais. Saí correndo, vai até o orelhão da esquina, descabelada pouco e dá o endereço e espera a viatura. É a segunda vez que isso acontece.

Pergutam se estão bêbadas, se usam drogas. O q foi que aconteceu. Ela ainda resiste. Anita vigia para que não façam nada com ela. Perguntam se ela quer registrar queixa ao verem os hematomas: IML, Maria da Penha?. Ela diz que não. Que só deseja que a outra saia. Perguntam se tem passagem, o q fazem da vida. Pedem documentos.
Felizmente são homens são pacíficos dessa vez, e depois de muito fala não fala, ela sai. Vai xingando. Ameaçando. Diz q volta, q mata.
Anita, sozinha, se lava, chora, tira mechas e mechas de cabelo arrancado. Tranca a porta da sala, do quarto, a janela. E dorme sozinha. Com medo.


sábado, 29 de agosto de 2009

Hj me escreveram uma cousa.

If we didn't live venturously, plucking the wild goat by the beard, and trembling over precipices, we should never be depressed, I've no doubt; but already should be faded, fatalistic and aged.
Virginia Woolf
(1882-1941)


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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

ELA, A VACA

EU TENHO VERGONHA DOS OUTROS.
NÃO TEM O QUE FALAR DE MIM.

SOU UM LIXO. TODOS OS MEUS PLANOS FALHARAM.
EU FALHEI.

FALHA.
FALHADA.
MAL FADADA AO QUE É BOM.

BUSCO O RUIM PRA MIM.
BUSCO O RUIM.
O MAL. PQ SOU SOU MÁ.
SÓRDIDA
ÁRIDA E ARDIDA.

uMA PALAVRA?
NOJO.

uM DESEJO?
TANTOS.

UMA VONTADE?
TE MATAR.

oFENDER.

XINGAR.
DEFECAR EM VOCÊ.

ESSE NAMORO DESPERTOU O QUE HAVIA DE MAIS
NOJENTO EM MIM.

AGORA

TENHO QUE IR EMBORA DAQUI.
ENCERRAR TUDO E COMEÇAR NOVA VIDA.

JÁ SÃO TANTAS VIDAS QUE NEM SEI MAIS QUEM SOU.

ESTOU CANSADA DE ME REINVENTAR.
DE COMEÇAR DE NOVO.
E DE NOVO
E DE NOVO
SEM QUE SURJA NADA DE NOVO.

NO FIM, É TUDO IGUAL
MENOS EU.
Q VOU FICANDO CADA VEZ MAIS DESIGUAL
E LOUCA.