terça-feira, 7 de julho de 2009

E ele se foi

foi rápido, me olhando com ódio, meio espantado. Homens são muito covardes. Não pense nunca que um idiota irritado pode ser mais louco que uma IDIOTA nas mesmas condições. Além, da raiva, e do ataque de fúria, ainda dispomos do ardil. O que não pode uma mulher ardilosa? Acho que parti o fígado dele. Ao menos perfurei. Sei que saiu sangrando e com aquela cara:
"- Sái, Saí senão eu te mato! Quer ficar sem seu pinto, quer???"
Ela tadinha, ela estava pálida! Hehe, acho que nunca esperou isso de mim. Desconfiava, é verdade, que já a vi amedrontada antes, mas não acreditava que eu realmente tivesse coragem. Mas, eu tinha, e tive pra muito mais. Afinal, quem defende pobres moças inocentes na sociedade Ocidental? Que eu saiba ninguém. Só querem de nós duas coisas, oriundas de uma, do corpo, que se bifurca, em sexo ou trabalho. Servimos só pra isso. Trabalhe duro and fuck hard, that everything gonna be all rigth. É claro, não trabalhe muito se seu trabalho for ficar quieta, e muito menos foda animalescamente, quando te quiserem de poor vitcim. Lembrem-se do presidente-escritor-estadunidense que disse: " As mulheres são tolas, sua maior arma é a fragilidade". Sim. Mas, não a fragilidade REAL, àquela dissimulada pelo ardil. A fragilidade objetiva: por um motivo maior. A fragilidade monitorada, refletida, planejada. Essa sim. Exatamente como eu fiz.

Ela jamais teria me avisado, seu tivesse sido agressiva, ou denunciado desde o princípio que reprovava tudo aquilo... Sórdida, ingênuamente fingi que de nada sabia, desconfiava.. E se o fizesse: "não se preocupe, meu amor" Serei compreensiva... é normal. Acontece com todo mundo. Todos tem direito à realizar suas vontades mais íntimas. "É humano - Simplesmente somos assim."
O que não nego, de fato. Mas, policiar-se, controlar-se, pra mim, é o maior mérito da vida. Como o budismo suprime o prazer para prolongá-lo, como o catolicismo nos chicoteia com o pecado, a remissão. Ou mesmo como um Estado legalista nos impõe sua lei, creio que cada ser humano deve se auto limitar pela coletividade, em prol do outro. Do sentimento alheio. E ela não fez isso por mim.

domingo, 5 de julho de 2009

Star

E quanto mais ela me chupava, mas estrelas eu via. Juro que eram.Tudo black, uns pontinhos brilhantes! Amarelados, à reluzir.
Ela a me chupar. Chupando, que delícia! Não sei como conseguia chegar tão perto e não me tocar. Só sua boca em uma parte tão secreta de mim. O saquinho. Que tem gente, eu sei, chama de grelho. Não sei se pra mim é a mesma coisa, mas ela sabe bem mexer com aquilo. Lambia devargazinho, e sugava.. ao poquinhos.. Gente!!! Se ela não me fez ver estrelas, então eu desmaiei e transpus meu ser pra outra dimensão. Ela é sem dúvida o melhor sexo DA MINHA VIDA.

**Pena que ontem chegou com cheiro de borrachadecamisinhadep@#%demacho na boca.

Elle




Eu estava andando na rua e a sapatão passou:

“- Quanto?”

“- Não atendo mulher.” – respondi e me joguei cabis´baixa.

Ela se aproximou lenta. Mas, não tão lenta ao ponto de que eu pudesse me esquivar. Fugir. Quando vi, já estava ao meu lado. Quase grudada em mim:

“- Quanto?”

E me lambeu.

Sussurrei: -“R$500”

E fui arrastada dali, meio que pelos cabelos e ou cintura. Não sei. Aquela guria era louca. Guria?! Mulher. Ela era louca...

Me puxou para entrada mais próxima com placa néon: o que não falta na Anhanguera é hotel. Motel. Quarto sem garagem alugado por hora? Não faltava.

Na entrada foi até gentil, me conduzindo. Pediu o quarto, á essa altura, me pegando pela mão, com todos os dedos.

ENTRELAÇADOS.

Eu derretia. Não me cabia mais fazer nada. Ela já mandava em mim. Olhei tudo, o quanto pude. Pra ela, de costas, sua nuca – andando na frente me puxava pela escada – pro lugar, pra tudo. Ela andando, no último quarto de andar, notou o quanto me apertava, fez cara de susto e me soltou. Acho que viu minha cara de medo, meio dor, ou de angústia, ela tinha um anel. Sim, era aquilo que machucava. Riu sem graça, desceu três degraus e me puxou, pra baixo. Me agarrou por trás e foi me empurrando, escada acima enquanto me beijava. Mordia. Era meio bicho. Tosca.

E hoje sinto como se ela não estivesse morta. Relembrando-a assim: tão viva!