"- Sái, Saí senão eu te mato! Quer ficar sem seu pinto, quer???"
Ela tadinha, ela estava pálida! Hehe, acho que nunca esperou isso de mim. Desconfiava, é verdade, que já a vi amedrontada antes, mas não acreditava que eu realmente tivesse coragem. Mas, eu tinha, e tive pra muito mais. Afinal, quem defende pobres moças inocentes na sociedade Ocidental? Que eu saiba ninguém. Só querem de nós duas coisas, oriundas de uma, do corpo, que se bifurca, em sexo ou trabalho. Servimos só pra isso. Trabalhe duro and fuck hard, that everything gonna be all rigth. É claro, não trabalhe muito se seu trabalho for ficar quieta, e muito menos foda animalescamente, quando te quiserem de poor vitcim. Lembrem-se do presidente-escritor-estadunidense que disse: " As mulheres são tolas, sua maior arma é a fragilidade". Sim. Mas, não a fragilidade REAL, àquela dissimulada pelo ardil. A fragilidade objetiva: por um motivo maior. A fragilidade monitorada, refletida, planejada. Essa sim. Exatamente como eu fiz.
Ela jamais teria me avisado, seu tivesse sido agressiva, ou denunciado desde o princípio que reprovava tudo aquilo... Sórdida, ingênuamente fingi que de nada sabia, desconfiava.. E se o fizesse: "não se preocupe, meu amor" Serei compreensiva... é normal. Acontece com todo mundo. Todos tem direito à realizar suas vontades mais íntimas. "É hum
ano - Simplesmente somos assim."O que não nego, de fato. Mas, policiar-se, controlar-se, pra mim, é o maior mérito da vida. Como o budismo suprime o prazer para prolongá-lo, como o catolicismo nos chicoteia com o pecado, a remissão. Ou mesmo como um Estado legalista nos impõe sua lei, creio que cada ser humano deve se auto limitar pela coletividade, em prol do outro. Do sentimento alheio. E ela não fez isso por mim.


