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Anita meteu a mão. E só parou de bater qdo percebeu q a outra, estava ficando cada vez mais agressiva. Pensou: Ou dou um golpe certeiro e a desmaio, Ou então, preciso agir de outro jeito. Se a desmaiasse, quem garante que não a mataria? Não... não qria isso. Decide só se defender. E espera que ela se acalme. Ela então, ao percerber que Anita não estava mais revidando, Fica mole, e cai no chão aos prantos. Gritando.
Anita subitamente recobra a razão, e começa a pedir mentalmente que a outra se acalme. Tenta fazê-la comer, beber alguma coisa, e dormir. Consegue, depois umas cinco ameaças de morte contra si, e duas horas passadas.... A deixa dormindo na cama e passa a noite no sofá. Com medo do que possa acontecer. Pensando se deve pedir ajuda pra alguem. A casa está destruída. Duas portas arrebentadas, copos quebrados, espelho do quarto estilhaçado, e celular em mil cacos no chão... Liquidificador, ferro, coração. Tudo partido.
Alívio.
“Amanhã ela vai acordar sóbria - vai perceber a besteira q fez, se desculpar e voltar pra casa da mãe” Seu corpo inteiro dói. Cabeça, punhos, e os hematomas das mordidas. Admira, no espelho do banheiro, seu primeiro olho roxo. Não que fosse sua primeira surra, mas essa foi especial: deixou marca visível. Teria q esconder isso. “A que ponto cheguei; Era tanto carinho. Era pra ter sido pra sempre. Onde foi q nos perdemos. Q ódio é esse?”
Anita dorme. Acorda com o alvorecer, levanta-se, e tenta acordar a outra. Os gritos recomeçam. Não, de novo não. Basta. Não ia esperar mais. Saí correndo, vai até o orelhão da esquina, descabelada pouco e dá o endereço e espera a viatura. É a segunda vez que isso acontece.
Pergutam se estão bêbadas, se usam drogas. O q foi que aconteceu. Ela ainda resiste. Anita vigia para que não façam nada com ela. Perguntam se ela quer registrar queixa ao verem os hematomas: IML, Maria da Penha?. Ela diz que não. Que só deseja que a outra saia. Perguntam se tem passagem, o q fazem da vida. Pedem documentos.
Felizmente são homens são pacíficos dessa vez, e depois de muito fala não fala, ela sai. Vai xingando. Ameaçando. Diz q volta, q mata.
Anita, sozinha, se lava, chora, tira mechas e mechas de cabelo arrancado. Tranca a porta da sala, do quarto, a janela. E dorme sozinha. Com medo.
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